Three
16 10 2007
Ted Dekker não é um Chesterton, nem um Lewis, nem muito menos um Tolkien. Essa não é a melhor forma de começar uma avaliação literária, mas agüente firme.
Dekker é filho de missionários. Viveu por muitos anos na Indonésia e tem seus estudos em Religião e Filosofia (ambos muito bem aplicados ao livro em questão). Trabalhou como administrador em uma empresa de assistência médica e logo depois se enveredou pelos caminhos do Marketing. Mas vocação é vocação, e desde 1997 ele é escritor full-time.
“Three” não é seu primeiro livro. Foi lançado em 2003 e só este ano a Thomas Nelson o lançou no Brasil. Talvez pela editora ter se instalado este ano no Brasil, o que faria todo sentido no mundo.
O livro é descrito como ficção e romance. Mentira. É suspense psicológico, e dos bons. Outros exemplos desse estilo seriam “O Iluminado”, de Stephen King e “Clube da Luta”, de Chuck Palahniuk.
O assunto central é a luta interna entre o bem e o mal. A história circula ao redor de Kevin Parson e de seus relacionamentos: Samantha, Jennifer e o Dr. John Francis, seu mentor e professor no Seminário onde estuda Teologia. Pelo que entendi, o livro teve como base o texto de Romanos 7:15-25.
O livro tem 347 páginas, e é para ser lido de uma vez só. É envolvente e angustiante. É bom. Muito bom.
Espero que a Thomas Nelson traga outros livros do autor. Precisamos de bons livros romanceados assim. Ele não se compara aos três autores ingleses que citei no início da avaliação, mas não deixa nada a desejar comparado com autores de thriller modernos.
E pelo que entendi, “Three” virou um filme. Ponto extra.
Por Eduardo Mano.



[...] News: Eduardo Mano entra para o blogroll do Café com Livro após enviar sua avaliação do livro “Three” de Ted [...]
“O assunto central é a luta interna entre o bem e o mal”: fórmula de sucesso, clichê, mas sempre muito bom!
Aliás a Thomas Nelson também tá só com coisa boa por aqui ein…
“envolvente e angustiante (…
e muito bom”
hehehehehe já fiquei interessado