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20
mar
08

Gênesis Hoje: Gênesis e as Questões da Ciência

“Gênesis Hoje: Gênesis e as questões da ciência” (Editora ABU) é fruto de pesquisa do escritor Ernest Lucas, que relaciona a ciência com a história do primeiro livro da Bíblia (Gênesis). O escritor é cientista e teólogo norte-americano, pós-graduado em Química pelas Universidades de Carolina do Norte e Oxford.

Ele enfatiza a dificuldade quanto à interpretação de textos de Gênesis do capítulo 1 a 11; Esclarece ao leitor que, em todo o trabalho, utilizará as descobertas científicas que poderão comprovar ou não trechos bíblicos polêmicos; Também alerta a todos que o livro não deseja resolver todos os problemas conceituais e filosóficos da Bíblia, mas que fornecerá uma perspectiva de sua opinião pessoal, para que cada um possa analisar e (re) formular crenças.

Discute sobre as limitações científicas, porém não descarta a possibilidade de uma complementaridade entre a Bíblia (religião) e a ciência. Faz comparações de pesquisas que corroboram fatos como a comprovação arqueológica de cidades antigas do Velho Testamento, histórias dos povos sobre o Dilúvio e a Arca de Noé.

Mesmo com as veracidades de alguns fatos, Ernest Lucas crê no equívoco de um olhar para o texto bíblico e de uma análise baseada puramente nas questões científicas, pois por ser um livro histórico, a Bíblia (especialmente quem escreveu Gênesis) não está preocupada com a exatidão e a literalidade dos fatos descritos, mas muito mais com o significado e simbologia que tal traz para a humanidade.

Quebra paradigmas dos leitores que acreditam na Palavra de Deus como sendo uma “psicografia celestial”, pois apesar dela ser inspirada pelo divino, é necessário lembrar do contexto cultural, das linguagens, personalidades, humanidade e o conhecimento limitado sobre o mundo do autor do livro de Gênesis.

Concluindo, “Gênesis Hoje” é um livro que, através do apoio da ciência, questiona uma leitura tradicional bíblica, embora não retirar a essência dos textos dos capítulos de 1 a 11, pois também leva-se em conta uma interpretação de abordagem histórica, humana e cultural em Gênesis, e é claro, a inspiração (não prescrição) divina.

Por Marcio Uno.

18
jan
08

Deus Chegou ao Tibet

Deus Chegou ao TibetO livro “Deus chegou ao Tibet” (Edições Horizontes) mostra-nos o infinito cuidado de Deus com a sua palavra.

Alan Maberly, numa de suas viagens e pesquisas realizadas ao Tibet, trata sobre a incrível história épica, porém real. Uma trajetória de 90 anos, com mortes, lutas, perseguições, dias e noites e muito trabalho de vários homens para que a Bíblia pudesse chegar nas mãos dos monges e do povo tibetano.

Um dos homens que se destaca no decorrer da narrativa é Yoseb Gergan, filho do pioneiro missionário Tempu Gergan. Ele se entrega totalmente no propósito de traduzir e compartilhar a palavra de Deus àquela região fechada ao cristianismo.

No decorrer da caminhada, certamente o leitor irá se envolver nesse comovente e lindo relato. Embora aparentar uma linda obra de Hollywood, o que mais o impressionará são vidas de pessoas que se dispõe para a Missão divina, o grande desejo do Senhor em ser conhecido pelos povos da Terra e sua fidelidade para com os homens, conforme ele mesmo diz: “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão” – Mc. 13:31.

Por Marcio Uno.

26
nov
07

O DNA da Liderança Cristã

O DNA da Liderança CristãO DNA da Liderança Cristã, de Rubens Muzio foi apresentado pra mim com bastante entusiasmo por um amigo, a gente tem trocado recomendações de vários livros sobre igreja emergente que temos importado, e o entusiasmo vem justamente pelo fato desse livro ser nacional, feito por um autor brasileiro que busca trazer conceitos de igreja missional no contexto brasileiro.

O entusiasmo se justifica, precisamos realmente de produções nacionais que possam dirigir as igrejas e os líderes para uma igreja realmente relevante. Mesmo que esse livro traga conceitos bastante básicos a respeito de igreja missional, achei muito oportuno termos um trabalho que possa despertar a liderança a esses conceitos tão importantes hoje.

A chamada do livro é bastante interessante: “Com quem você quer aprender a liderar?”, e ele expõe esse problema no primeiro capítulo quando diagnostica a igreja atual, muito pastor, no pretexto de tornar sua igreja mais relevante, tem buscado exemplos de liderança e gestão no mundo dos negócios transformando sua igreja como uma empresa, isso quando temos o exemplo de Jesus Cristo que é fundamental para as comunidades hoje.

Só achei que a cobertura da influência das igrejas neopentecostais hoje teve uma cobertura proporcionalmente menor. E esses fundamentos são descritos de forma fantástica quando discute os fundamentos bíblico-teológicos para um modelo missional de liderança, foi um capítulo que grifei bastante (acho que só esse capítulo já vale o livro), é uma aplicação bastante clara do conceito de que nossa idéia sobre Jesus Cristo vai determinar como vamos enxergar nossa missão, o que vai definir como vamos estruturar a nova igreja que originamos:

“Uma correta compreensão de sua encarnação, morte, ressurreição, ascensão e volta influenciará decisivamente no desenvolvimento de uma eclesiologia robusta e, consequentemente, na formação de um conceito correto de liderança ministerial.” (p.76)

Em seguida ele busca estabelecer o ambiente onde a igreja vai se estabelecer de forma missional e passos para implementação de um plano missional para a igreja.

“Muitos teólogos afirmam que, no século XX, o cristianismo reduziu-se a religião, uma instituição dentro do complexo sistema social, uma entre muitas engrenagens da máquina da sociedade. Algumas vezes, o cristianismo exerce uma função moral ou comunitária, ajudando as pessoas a ser melhores cidadãs ou cooperando com a comunidade. em outras oportunidades, ele se seculariza, submetendo-se aos poderes e valores mais marcantes da época, como a busca pela felicidade e prosperidade material própria do capitalismo. O grande desafio para os líderes missionais é fazer com que o evangelho atue dentro da cultura sem que seja distorcido por ela…” (p.140)

Como já falei, não teremos igreja emergente sem as comunidades emergentes, livros como esse podem nos ajudar bastante nesse caminho.

Por Luis Fernando.

14
nov
07

Derrubando Golias

Derrubando GoliasMax Lucado é autor de mais de 70 livros que chamam a atenção pela narrativa simples, cativante e, quase sempre, cheia de piadinhas. Viveu no Brasil por algum tempo e hoje é pastor em Oak Hills Church of Christ. (De novo, mas não tenho culpa que gosto desse autor…)

Todos já tivemos que enfrentar gigantes em nossas vidas. Nesse livro Max nos ensina como vencer os nossos. Novamente de uma maneira gradual e através da vida de um personagem bem conhecido da bíblia: O rei Davi, que, assim como nós, teve sucesso e teve fracassos, vitórias e derrotas.

Ele nos mostra, usando os exemplos de Davi, como vencer nossos gigantes, como ouvir a voz de Deus, como derrotar nossos inimigos, como construir nossas muralhas, como conviver com nossas esperanças frustradas.

É um livro bem abrangente, que nos ensina a cuidar de várias áreas de nossas vidas. E como sempre com o humor e a simplicidade que é marca registrada do autor (na minha opinião ao menos).

Citando uma das frases mais interessantes do livro:

“Concentre-se nos gigantes – e você tropeçará. Concentre-se em Deus – e seus gigantes tropeçarão.”

Fica a pergunta: Onde está seu foco? No seu Deus ou no seu problema?

Leia o livro e você terá uma nova visão de como enfrentar esses dilemas.

Por Wagner Santos.

25
out
07

A Grande Casa de Deus

A Grande Casa de DeusMax Lucado é autor de mais de 70 livros que chamam a atenção pela narrativa simples, cativante e, quase sempre, cheia de piadinhas. Viveu no Brasil por algum tempo e hoje é pastor em Oak Hills Church of Christ.

Neste livro Max usa a Oração do Senhor para nos mostrar o que Jesus quis dizer em João 14.23: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viveremos para ele e faremos nele morada”.

Toda a narrativa é um convite para nos aprofundarmos em ‘conhecer e prosseguir em conhecer a Deus’ e descreve os vários aposentos de uma casa mostrando onde ele se encaixa na Oração do Senhor, assim Max nos mostra onde devemos entrar para conseguir refrigério, onde devemos ir para tocar o coração de Deus, ou para saciarmos nossa fome.

Destaque para o capítulo 8: A Fornalha (Porque alguém orou), através dele Deus me abriu os olhos para o quanto é importante, e preciosa, a nossa oração.

É um livro cativante, que prende sua atenção!

E, usando as próprias palavras de Max, fica o convite:

“Crianças a memorizam [a oração do Senhor]. Fariseus a recitam. Estudiosos a esquadrinham… Quero, porém, desafiar a nós mesmos a fazer algo diferente. Quero que moremos nela… Essas palavras [a oração do Senhor] fazem mais do que nos ensinar o que dizer a Deus…. Gostaria de dar uma olhada?”

Eu dei, e gostei muito do que eu vi.

Por Wagner Santos.

18
out
07

O Monge e o Executivo

O Monge e o Executivo“O Monge e o Executivo” de James C. Hunter fala da essência da liderança, mas de uma forma diferente e atrativa. A história é narrada por John Daily, um executivo que se vê em um momento crítico de sua vida.

Apesar de uma aparente prosperidade, sua família estava desmoronando e sua carreira profissional passava por dificuldades. Num momento percebe que estava fracassando como chefe, marido e pai.

Mas resolve procurar ajuda se inscrevendo no retiro de um mosteiro beneditino. John detalha os dias que esteve no mosteiro, onde participou junto a um grupo de cinco pessoas de diferentes profissões de uma semana de lições sobre liderança com o frade Leonard Hoffman, um ex-executivo de sucesso.

John entende então a essência da liderança, o amor. Aprende que é preciso liderar com autoridade, algo somente possível através do amor, sacrifício e dedicação. Amor? Sim. É preciso amar seus liderados. Ok, na igreja isso “é fácil”, mas e profissionalmente?

O amor sugerido pelo frade é o Ágape, que está diretamente ligado à nossa atitude e não aos nossos sentimentos. A definição de amor de 1 Coríntios 13 é apresentada como fonte de inspiração do caráter do verdadeiro líder, cada termo do apóstolo Paulo é estudado e retirado como lição.

Durante a leitura você irá se surpreender em como entendemos errado o termo liderança, muitos paradigmas podem ser quebrados. O verdadeiro líder serve, este é o exemplo do maior líder que já existiu: Jesus.

Recomendo muito este livro não apenas para aqueles ocupam cargos de liderança, mas a todos. Os princípios apresentados pelo autor, de forma tão clara e direta, podem mudar o modo como entendemos nossas responsabilidades.

Por Paulo Camargo.

16
out
07

Three

ThreeTed Dekker não é um Chesterton, nem um Lewis, nem muito menos um Tolkien. Essa não é a melhor forma de começar uma avaliação literária, mas agüente firme.

Dekker é filho de missionários. Viveu por muitos anos na Indonésia e tem seus estudos em Religião e Filosofia (ambos muito bem aplicados ao livro em questão). Trabalhou como administrador em uma empresa de assistência médica e logo depois se enveredou pelos caminhos do Marketing. Mas vocação é vocação, e desde 1997 ele é escritor full-time.

“Three” não é seu primeiro livro. Foi lançado em 2003 e só este ano a Thomas Nelson o lançou no Brasil. Talvez pela editora ter se instalado este ano no Brasil, o que faria todo sentido no mundo.

O livro é descrito como ficção e romance. Mentira. É suspense psicológico, e dos bons. Outros exemplos desse estilo seriam “O Iluminado”, de Stephen King e “Clube da Luta”, de Chuck Palahniuk.

O assunto central é a luta interna entre o bem e o mal. A história circula ao redor de Kevin Parson e de seus relacionamentos: Samantha, Jennifer e o Dr. John Francis, seu mentor e professor no Seminário onde estuda Teologia. Pelo que entendi, o livro teve como base o texto de Romanos 7:15-25.

O livro tem 347 páginas, e é para ser lido de uma vez só. É envolvente e angustiante. É bom. Muito bom.

Espero que a Thomas Nelson traga outros livros do autor. Precisamos de bons livros romanceados assim. Ele não se compara aos três autores ingleses que citei no início da avaliação, mas não deixa nada a desejar comparado com autores de thriller modernos.

E pelo que entendi, “Three” virou um filme. Ponto extra.

Por Eduardo Mano.




"Só um livro é capaz de fazer a eternidade de um povo." - Eça de Queiroz

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